Odeio saber que não irei ter o que quero por causa de um único obstáculo.
Odeio saber que isso me tira a felicidade de poder realizar os meus sonhos.
Odeio saber que isso me despedaça o coração.
Odeio saber que ninguém, ou quase ninguém, me entende.
Odeio quando me dizem: Isso passa Cláudia, atrás de uma montanha, está uma maior.
Pode passar, mas custa cumcaraças.
Finalmente encontra-se o que se quer, a melhor coisa do mundo, e no mesmo instante sabe-se que está tudo a desmorenar, aquilo que tanto custou a ter.
Odeio chorar por causa disto, odeio sofrer, odeio saber que também há quem sofra comigo.
Odeio a vida, odeio o mundo, odeio tudo.
domingo, 26 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O meu Natal
Gostava de ser criança e acreditar no Pai Natal.
Gostava de ser criança e ter muitos presentes.
Gostava de ser criança e ter a família unida.
Gostava de pelo menos ter um pouco disso, nem que fosse 1/10, já marcava muito.
Gostava de gostar do Natal.
Gostava que ele fosse como nos desenhos animados. Muitas prendinhas, muitos risos, a família unida, o Pai Natal a chegar. Agora tenho apenas a comida e, bem, nem uma prenda. Apenas um gesto de amor dado pela mãe e pela avó, porque sabiam que eu não ia receber nenhuma prenda e deram-me chocolates, o que para mim já contou muito, agradecendo desde já o dinheiro juntado aos Ferreros.
Obrigada àqueles que não se lembraram de mim, obrigada àqueles que não se importaram com a minha felicidade, pois eu tenho sentimentos, e apenas um chocolate, ou até um abraço era a prenda ideal.
O Natal para mim, é uma data feliz, mas só quando vejo o brilho nos olhos do meu irmão ao abrir os presentes que a irmã e a mãe lhe ofereceram, tendo a irmã abdicado das suas botas preferidas para ver um sorriso na cara do seu irmão.
Já não digo mais, porque não consigo.
Espero que tudo mude, tudo.
Gostava de ser criança e ter muitos presentes.
Gostava de ser criança e ter a família unida.
Gostava de pelo menos ter um pouco disso, nem que fosse 1/10, já marcava muito.
Gostava de gostar do Natal.
Gostava que ele fosse como nos desenhos animados. Muitas prendinhas, muitos risos, a família unida, o Pai Natal a chegar. Agora tenho apenas a comida e, bem, nem uma prenda. Apenas um gesto de amor dado pela mãe e pela avó, porque sabiam que eu não ia receber nenhuma prenda e deram-me chocolates, o que para mim já contou muito, agradecendo desde já o dinheiro juntado aos Ferreros.
Obrigada àqueles que não se lembraram de mim, obrigada àqueles que não se importaram com a minha felicidade, pois eu tenho sentimentos, e apenas um chocolate, ou até um abraço era a prenda ideal.
O Natal para mim, é uma data feliz, mas só quando vejo o brilho nos olhos do meu irmão ao abrir os presentes que a irmã e a mãe lhe ofereceram, tendo a irmã abdicado das suas botas preferidas para ver um sorriso na cara do seu irmão.
Já não digo mais, porque não consigo.
Espero que tudo mude, tudo.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Provérbios*
As conversas são como as cerejas
Umas puxam as outras
Antes de entrares
Pensa na saída
Conforme é o pássaro
Assim é o ninho
Bocado escondido
É o mais apetecido
Facilmente acreditamos
Naquilo que queremos
O que tu sabes
A mim me esqueceu
Em pouco
Muito se diz
Era bom
Mas acabou-se
Para a frente
Que atrás vem gente
O que tu sabes
A mim me esqueceu
Chinelo me prende
Sapato me solta
As dúvidas aumentam com a idade
Não as certezas
Coração contente
Faz bem à gente
Faz-te da casa
Que da rua já és
Bem dizer e bem ouvir
É arte de conversar
Se podes olhar, vê
Se podes ver, aprecia
Adeuzinho é mais docinho
A verdade é como o azeite
Acaba de vir sempre ao de cima
Casa onde não caibas
Terra que não caibas
Quando a cabeça não regula
O corpo é que paga
Mas depressa se apanha um mentiroso
Do que um coxo
A mentira tem perna curta
Antes de entrares
Pensa na saída
Conforme é o pássaro
Assim é o ninho
Bocado escondido
É o mais apetecido
Facilmente acreditamos
Naquilo que queremos
O que tu sabes
A mim me esqueceu
Em pouco
Muito se diz
Era bom
Mas acabou-se
Para a frente
Que atrás vem gente
O que tu sabes
A mim me esqueceu
Chinelo me prende
Sapato me solta
As dúvidas aumentam com a idade
Não as certezas
Coração contente
Faz bem à gente
Faz-te da casa
Que da rua já és
Bem dizer e bem ouvir
É arte de conversar
Se podes olhar, vê
Se podes ver, aprecia
Adeuzinho é mais docinho
A verdade é como o azeite
Acaba de vir sempre ao de cima
Casa onde não caibas
Terra que não caibas
Quando a cabeça não regula
O corpo é que paga
Mas depressa se apanha um mentiroso
Do que um coxo
A mentira tem perna curta
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